sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Como cristão devo ser contra o aborto?

 

Hoje quero conversar sobre um assunto que tem sido muito debatido nas últimas semanas: a descriminalização do aborto no Brasil. Afinal de contas, o cristão pode apoiar essa prática?

A resposta é NÃO! O cristão não pode apoiar o aborto. Por quê? Porque Deus fez da vida humana uma coisa sagrada, e ela não pertence a nós.

“Antes de formá-lo no ventre materno, eu já o conhecia; e, antes de você nascer, eu o consagrei e constituí profeta às nações.” (Jeremias 1:5)

“A ti me entreguei desde o meu nascimento; desde o ventre de minha mãe, tu és o meu Deus.” (Salmos 22:10)

Talvez você questione: “Mas, a proposta de lei diz que os abortos só seriam permitidos até a 12ª segunda semana de gravidez. Os cientistas dizem que só depois desse período é que um feto começa a ter atividades cerebrais e passa a ter noção de que é um ser vivo”.

Na Bíblia vemos claramente que Deus é provida, e por isso jamais iria aprovar a morte de um bebê, independentemente de sua idade ser contada em horas ou em meses.

Veja abaixo uma pesquisa que saiu na revista Super Interessante:

“Determinar quando tem início a vida é uma das questões mais espinhosas e escorregadias da atualidade. Ao redor desse enigma, gravitam grandes dilemas éticos, como a questão do aborto e a pesquisa com células-tronco. Se embriões são seres humanos, é aceitável sacrificar embriões para descobrir a cura de algumas doenças? A interrupção da gravidez deve ser um crime ou um direito universal? Diante dessas perguntas, a maior parte das pessoas corre para campos opostos; fé ou ciência. O feto é obviamente humano; afirma o biólogo José Roberto Goldim, professor de bioética da UFRGS. A questão é decidir quando ele se torna uma pessoa com direitos, e isso não pode nem deve ser estabelecido pela ciência. A opinião de Goldim faz sentido, até porque a ciência não tem apenas uma resposta, mas várias. No processo de desenvolvimento embrionário, há cerca de 20 etapas que, segundo os cientistas, podem ser apontadas como o momento em que o feto se torna um indivíduo. O primeiro desses momentos é a fecundação, quando espermatozoide e óvulo se combinam para gerar um novo código genético. É na concepção que se forma um novo indivíduo, diferente de seu pai e de sua mãe, e que vai se desenvolver até a morte, afirma o padre Berardo Graz, coordenador da Comissão Regional em Defesa da Vida, em São Paulo.”

Como você acabou de ler, o feto é uma vida, é um ser humano criado à imagem de Deus, é uma pessoa que será tão pessoa quanto qualquer um. O detalhe é que ainda está em fase embrionária, mas isso não invalida o fato de ser uma pessoa. Um bebê não é menos gente do que um adulto, e um embrião não é menos gente do que um bebê. Se as pessoas pró aborto vissem um rosto talvez mudassem de ideia. A Bíblia é muito clara quando diz que a vida humana começa assim que o espermatozoide fecunda o óvulo. Veja o que o salmista disse no Salmo 139:13-16:

“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Disso tenho plena certeza. Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu embrião todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir”

Isso mostra que o cristão que apoia o aborto está indo contra a vontade de Deus, porque Ele nos ama desde o ventre da nossa mãe. Há abortos aprovados pelas leis de alguns países, como em caso de estupro. Enquanto o estupro faz uma vítima inocente - a mãe - o aborto faz outra vítima inocente: a criança. No início tínhamos apenas uma vítima, depois temos duas. A criança é tão inocente quanto a mãe. Matar a criança é penalizar a pessoa errada.

Há três casos em que o aborto é permitido hoje no Brasil: o primeiro é o risco de morte da mãe; o segundo é a gestação de um feto sem cérebro - chamado de feto anencefálico, e o terceiro é a gravidez por conta de um estupro.

Aborto por causa de risco de morte

O caso em que a mãe corre risco de morte talvez seja a única possibilidade de um cristão concordar com o aborto. Como eu havia dito antes, Deus ama a vida e não deseja que uma mãe morra para que seu filho possa nascer. Então acredito que nesses casos em que a mulher pode não sobreviver, a decisão deve ser tomada entre a família. Mas antes de qualquer decisão, a mulher e sua família devem orar e apresentar àquele que pode reverter qualquer caso: Jesus Cristo. Não foi Ele quem fez os cegos enxergarem, os aleijados voltarem a andar e até ressuscitou pessoas que já estavam mortas? Então confie, pois Ele pode mudar qualquer diagnóstico.

Aborto por causa de feto anencefálico

Sobre a gravidez em que o feto é considerado sem cérebro, muitos cristãos são a favor desse tipo de aborto porque a criança já nasceria morta ou teria pouquíssimo tempo de vida assim que nascesse. Olhando por esse lado, interromper a gestação é aceitável. Mas, da mesma forma que Jesus pode fazer o milagre de salvar uma grávida em risco de morte, Ele pode fazer o mesmo com a criança. Então, a família precisa buscar a orientação do Senhor e, então, tomar a decisão de manter ou não aquela gestação até o fim.

Agora, pode ser que você se pergunte: “O mesmo vale para os casos em que os médicos constatam que o filho nascerá com alguma deficiência física ou mental?” Não! A palavra de Deus nos ensina que toda a vida é sagrada e pertence a Deus, mesmo a dos portadores de necessidades especiais. Veja o que está escrito:

“Disse-lhe o Senhor: "Quem deu boca ao homem? Quem o fez surdo ou mudo? Quem lhe concede vista ou o torna cego? Não sou eu, o Senhor?” (Êxodo 4:11).

Aborto por causa de estupro

E, por fim, vamos falar sobre os casos em que a mulher engravidou após ser vítima de um estupro. Por mais difícil e doloroso que seja para a mulher, ela não deve abortar. O movimento feminista insiste que a mulher é dona do seu próprio corpo e que tem total direito sobre ele. Isso lhe daria total direito ao aborto, principalmente, no caso de um estupro. Mas nós, cristãos, sabemos que o corpo não pertence a nós. O corpo e a vida são propriedades de Deus.

Mesmo na situação crítica de um estupro, a mãe não tem o direito de assassinar a criança inocente que não tem nenhuma culpa do que aconteceu. Em casos assim, o melhor caminho é continuar a gravidez, cuidando desta mãe e, se no nascimento da criança ela não tiver condições de cuidar deste filho, deve procurar o Conselho Tutelar, que conseguirá uma família para ele. Você tem ideia do número de casais que estão na fila da adoção, esperando para adotar um filho por não conseguirem ter? São milhares!

Quantas pessoas vieram ao mundo e nem sabem que foram geradas por estupro? Apenas nos Estados Unidos, a cada dois minutos uma mulher é estuprada. Em Ruanda, durante a guerra, meio milhão de mulheres foram vítimas de estupro. Calcula-se que nas zonas de guerra 5% a 8% das crianças que nascem são originadas de estupros. O que teria acontecido se elas tivessem sido privadas de nascer e você fosse descendente de uma delas?

Considerando que todos nós temos atrás de nós uma enorme árvore genealógica, qual de nós pode afirmar com certeza que não é filho, neto ou tataraneto de um estuprador? Se uma ancestral minha ou sua estivesse em um navio abordado por piratas há alguns séculos eu e você seríamos tataranetos de um estuprador. Considerando que não eram só piratas que faziam isso, mas em todas as civilizações, em todas as épocas isso acontecia com frequência, é difícil dizer quem é descendente de um estupro e quem não é.

Tem muita gente que lida muito bem com o fato de ser filho ou filha de um estuprador. Rebecca Kiessling não apenas é filha de um estuprador, como é contra o aborto em caso de estupro. E como poderia ser diferente? Se a mãe dela, estuprada com uma faca encostada no corpo, decidisse não seguir adiante com a gravidez ela não teria nascido. Veja o que ela escreve em seu site:

Todos nós já ouvimos alguém dizer: "Sou contra o aborto exceto em casos de estupro..." ou "A mãe deve decidir, principalmente em casos de estupro..." Você já chegou a considerar o insulto que é dizer a alguém "Acho que sua mãe devia ter abortado você"? É como dizer "Por mim você estaria morta".

E é isso que ouço todas as vezes que alguém diz que é a favor do aborto em caso de estupro, porque eu sou uma que teria sido abortada se a lei do estado de Michigan permitisse o aborto quando eu ainda era um feto. Posso garantir a você que ouvir essas coisas me faz mal.

Mas eu sei que a maioria das pessoas nunca pensam em um ser humano real quando tratam da questão do aborto. Elas falam do aborto como se não passasse de um conceito. Dão sua opinião, deixam o assunto de lado e logo se esqueceram. Eu realmente espero que, por ter sido gerada de um estupro, eu possa ajudar a dar um rosto e uma voz à questão do aborto.

Rebecca Kiessling.

E quem já cometeu um aborto no passado? Será que quem fez isso ou ajudou alguém a abortar, tem o perdão de Deus? É claro que sim. Deus perdoa todos os pecados de quem se arrepende, inclusive o aborto, “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não cometemos pecado, fazemos dele um mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” (1 João 1:8-10).

 Se você sente culpa porque abortou de propósito, ajudou ou pressionou alguém a abortar, peça perdão nesse momento e Deus te perdoará. Aborto é pecado, mas Deus te ama muito, Ele tem um plano para sua vida.

Os debates dos que são pró aborto só pode ser promovidos porque 100% dos que apoiam o aborto já nasceram! Diga NÂO ao aborto!

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