quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Teologia da autoajuda e seus perigos

A teologia da autoajuda é uma corrente de pensamento que incentiva as pessoas a buscar a felicidade e o sucesso pessoal por meio do desenvolvimento de suas habilidades. Embora essa corrente possa ter algumas semelhanças com a teologia cristã, é importante lembrar que a Bíblia tem como foco principal a busca por uma reconexão com Deus devido o ser humano já nascer do lado errado, afastado de Deus, somente por meio de Jesus somos religados a Deus.

"Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus" Romanos 3:23

A autoajuda pode levar as pessoas a criar um deus à sua própria imagem e semelhança, ou seja, um deus que esteja sempre pronto para fazer aquilo que cada indivíduo, individualmente pensa ter direito a receber. Entretanto, a Bíblia aponta para o alto, para Jesus, pois por meio Dele encontramos a ajuda e salvação. Ninguém pode ser salvo pelos próprios méritos, mas unicamente pela fé no Filho de Deus, Jesus Cristo.

O movimento da autoajuda proclama que você tem em seu interior força e todos os recursos de que precisa para obter sucesso e a concretização de seus objetivos, sonhos, felicidade e qualquer outra coisa necessária para desfrutar uma vida plena e completa aqui e agora.

integrantes do movimento da teologia da autoajuda usa de palestras motivacionais e reels nas redes sociais com narrativas em primeira pessoa nas quais o, sujeito relata a descoberta de suas forças mais íntimas e a maneira como as empregou para alcançar seu sucesso, tem uma bem conhecida desse movimento que diz que usa Reels de motivação no lugar da Bíblia. A Mesma diz que A Bíblia não gera engajamentos ou likes. As vezes a mesma usa iphone pra demonstrar o poder de Deus, com isso acumula admiradores e aplausos. Fica evidente, que existe um benefício temporário nesse tipo de teologia, chamado de motivação. Como por exemplo: "Você não pode aceitar essa vida", "Se você estar nessa vida, é porque o diabo está roubando seu potencial pra conseguir as coisas", o problema da motivação é que é temporário, por isso há um estímulo na busca de mais. Mas, sem dúvida, esta ênfase egocêntrica é um câncer que corrói não apenas a sociedade, como também conspira contra os valores e o conteúdo próprio do evangelho.

"Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir. Essas pessoas deixarão de ouvir a verdade para dar atenção às lendas." 2 Timóteo 4:3-4

Diante deste fenômeno que está na boca do povo, nos smartphones de milhares de pessoas e nas histórias de sucesso reproduzidas em larga escala, nós como cristãos devemos aproveitar a extraordinária oportunidade de afirmar e mostrar o verdadeiro evangelho. É hora de declarar que a grande necessidade do ser humano não é aperfeiçoamento nem vídeos de motivação, mas a transformação da mente e coração humano, mostrando Jesus como Senhor e único Salvador do mundo. O Evangelho não propõe técnicas de controle mental, mecanismos de autossugestão, programação neurolinguística ou artifícios de influência pessoal. O Evangelho não proclama um homem desenvolvido mas um homem novo, uma nova criatura em Cristo Jesus.

"pregue a mensagem e insista em anunciá-la, seja no tempo certo ou não. Procure convencer, repreenda, anime e ensine com toda a paciência." 2 Timóteo 4:2 

O êxito pessoal evidentemente, implica na disciplina, esforço, força de vontade, domínio de técnicas para o desenvolvimento. O apóstolo Paulo, estimula os cristãos à responsabilidade pessoal quando os compara ao atleta, ao soldado e ao agricultor. Mas o fato é que existe uma dimensão diferente e incrível que como cristãos experimentamos diariamente: Honrar a Deus.

"Portanto, quando vocês comem, ou bebem, ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus." 1 Coríntios 10:31 

Deve ficar claro que o caminho cristão para o sucesso não é a afirmação da força e do poder do homem, mas sim de sua fraqueza e rendição ao poder de Deus. O Evangelho propõe que se troque a autoajuda pela ajuda de Deus.


A teologia da autoajuda refere-se a uma abordagem na qual princípios e práticas de autoajuda são incorporados em contextos religiosos, muitas vezes dentro do âmbito da teologia cristã. Embora possa haver aspectos positivos na busca do crescimento pessoal e espiritual, há também preocupações e críticas associadas a essa abordagem. Algumas das preocupações incluem:

Individualismo Excessivo: A teologia da autoajuda muitas vezes enfatiza o individualismo, concentrando-se nas necessidades e desejos individuais. 

Prosperidade Material: Algumas formas de teologia da autoajuda promovem a ideia de que a fé leva automaticamente à prosperidade material. Essa perspectiva pode criar expectativas irreais. 

Simplificação da Fé: Ao se concentrar excessivamente em mensagens positivas e encorajadoras, a teologia da autoajuda pode simplificar questões teológicas e ignorar aspectos desafiadores da fé, como o sofrimento.

Teologia Distorcida: Algumas críticas argumentam que a teologia da autoajuda pode distorcer as doutrinas religiosas ao colocar uma ênfase desproporcional nos ensinamentos que promovem o sucesso pessoal, a saúde e a riqueza.

Falta de Abordagem Crítica: A teologia da autoajuda pode promover uma mentalidade de busca constante de felicidade e sucesso, sem lidar adequadamente com os desafios e as complexidades da vida. 

Comercialização da Fé: Em alguns casos, a teologia da autoajuda pode ser usada como uma estratégia de marketing para atrair seguidores e consumidores. Isso levanta preocupações éticas sobre a comercialização da fé e a exploração das necessidades espirituais das pessoas.

É importante notar que nem todas as abordagens de autoajuda dentro da teologia são negativas, e algumas podem fornecer orientação valiosa para o crescimento pessoal e espiritual. No entanto, é essencial abordar essas questões com discernimento e considerar a integridade teológica e ética das mensagens transmitidas. A busca espiritual deve ser equilibrada e contextualizada dentro de uma compreensão mais ampla do evangelho e da fé.

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